O avanço do crime organizado e a escalada da violência foram os temas centrais da entrevista do Capitão Contar (PL) ao programa Balanço Geral. Durante o jornalístico, o pré-candidato ao Senado Federal defendeu tolerância zero contra as organizações criminosas e elogiou o avanço de pautas robustas para o setor.
A fala de Contar acontece em alinhamento direto com o plano “Brasil Sem Medo”, um pacote com 12 propostas estruturais de segurança pública apresentado nesta quinta-feira (18) pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). O projeto nacional do partido prevê medidas duras de combate às facções, como a redução da maioridade penal para 16 anos, o fim da progressão de regime para crimes hediondos, a castração química de estupradores e a construção de presídios de segurança máxima inspirados no modelo de detenção de El Salvador.
Para Contar, o cenário nacional já configura um estado de terrorismo doméstico, justificando o pacote do partido. “Eu quero primeiro cumprimentar o Flávio Bolsonaro. Com essa agenda rápida com o presidente Trump, ele já fez o presidente norte-americano enxergar esse problema no Brasil. Nós temos, sim, a realidade de viver terrorismo no nosso país. Nós vivemos cenas de terror todos os dias. Não precisa ter um inimigo externo, o inimigo tá aqui dentro”, disparou.
O pré-candidato também falou sobre a realidade local de Mato Grosso do Sul, citando episódios recentes de violência registrados no interior do estado para alertar que a falta de segurança pública afeta diretamente a economia, o ambiente de negócios e a paz social nas cidades e nas áreas rurais.
“Nós assistimos cenas de horror na semana passada aqui em Sidrolândia, no nosso Estado. Então é uma pauta que tem que avançar. O país tem que ter liberdade para produzir, trabalhar. Se a gente não tiver segurança no campo, segurança nas instituições e segurança dentro de casa, como é que um país como o nosso, com tanto potencial, vai pra frente?”, questionou o político.
Ao final, Capitão Contar cobrou uma postura mais enérgica e centralizada do governo federal. Ele descreveu como as facções têm criado “estados paralelos” dentro das comunidades brasileiras, sufocando os cidadãos de bem através de extorsões e do controle de serviços básicos.
“Tem comunidade sendo avassalada pelo crime organizado. Você tem que contratar a internet do crime organizado, você tem que, muitas vezes, comprar o gás daquela comunidade, pagar uma taxa de segurança para você viver em paz. É papel do poder federal combater isso”, concluindo o raciocínio.

