Assessoria de Imprensa
Um dos símbolos da resistência brasileira durante a Guerra do Paraguai e da invasão dos espanhóis, o Forte Coimbra completou nesta segunda-feira (13) 246 anos de fundação. Defensor da valorização da nossa história e cultura, o Deputado Estadual Capitão Contar destacou a importância da data para os corumbaenses e para os sul-mato-grossenses. “São 246 anos deste grandioso monumento que representa força, resistência e fé. Viva o Forte Coimbra!”
Tombado pelo IPHAN, o Forte é administrado pelo Exército Brasileiro e está aberto a visitações, além de contar com eventos tradicionais, como a Festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Forte. Para preservar essa história, o Deputado apresentou o Projeto de Lei para incluir a festa da padroeira do Forte no Calendário Oficial de Eventos de Mato Grosso do Sul.
“Temos que valorizar e preservar nossa cultura. Assim como temos que fortalecer o civismo nos nossos cidadãos. Nosso projeto para incluir a Festa de Nossa Senhora do Carmo no Calendário Oficial de Eventos de MS tem como objetivo valorizar ainda mais essa história. Hoje, o Forte Coimbra é Patrimônio Histórico Nacional e nós nos orgulhamos muito do que ele representa para nossa gente”, disse o parlamentar.
FORTE COIMBRA
Fundado em 13 de setembro de 1775, o forte foi palco de importantes feitos heroicos dos militares brasileiros na guerra do Paraguai quando, segundo relatos, um milagre de Nossa Senhora do Carmo evitou que o lugar fosse dominado pelas forças inimigas.
Acredita-se que o local é protegido por Nossa Senhora do Carmo, a quem é atribuído dois milagres ocorridos durante as batalhas contra espanhóis em 1801 e paraguaios em 1864. Na primeira batalha, a Santa teria livrado a guarnição militar do Forte, que contava com 110 homens, cinco canoas e três canhões, de um massacre no dia 17 de setembro de 1801, quando o exército espanhol formado por 600 homens, navios e 30 canhões, tinha ordem de ocupar o lugar na disputa pelo território com Portugal. Após nove dias de batalha, os espanhóis venceram, mas, bateram em retirada ao verem a imagem da Santa na entrada do Forte.
A segunda manifestação ocorreu durante a Guerra do Paraguai. No dia 28 de dezembro de 1864, a tropa paraguaia com 3,2 mil homens, 41 canhões, 11 navios e farta munição cercou o forte. Os brasileiros, com 149 homens, resistiram até o segundo dia, quando um soldado exibiu a imagem da Santa na muralha do forte e os inimigos suspenderam o fogo, permitindo a fuga dos sobreviventes. Hoje, uma imagem em concreto da Santa se destaca na mesma muralha, de frente para quem sobe o Rio Paraguai.

